
A transformação digital na América do Sul ganhou um novo foco estratégico: colocar as pessoas no centro. Em plataformas do Brasil e da Argentina,experiência do usuário (UX)eacessibilidade digitaldeixaram de ser apenas diferenciais e passaram a ser fatores-chave de competitividade, reputação e crescimento sustentável.
Neste artigo, você vai entender como esses dois países vêm impulsionando uma cultura digital mais inclusiva, quais são os benefícios práticos para negócios e usuários e quais aprendizados podem inspirar equipes de produto, tecnologia e marketing em toda a região.
Por que falar de experiência do usuário e acessibilidade agora?
O cenário digital na região é marcado por três movimentos fortes:
- Crescimento acelerado do acesso móvele da bancarização digital.
- Digitalização de serviços públicos e privados, como bancos, varejo, educação e saúde.
- Fortalecimento de marcos legais de inclusão, que estimulam a adoção de padrões de acessibilidade.
Nesse contexto, oferecer uma boa experiência de navegação e garantir que pessoas com diferentes perfis e capacidades possam usar as plataformas de forma autônoma deixou de ser apenas uma boa prática; tornou-se umrequisito estratégicopara gerar confiança, fidelizar usuários e abrir novos mercados.
Conceitos fundamentais: UX e acessibilidade, lado a lado
O que é experiência do usuário (UX)?
Experiência do usuárioé o conjunto de percepções, emoções e respostas que uma pessoa tem ao interagir com um produto, serviço ou sistema digital. Ela envolve desde a facilidade de uso até o quanto aquela experiência é agradável, confiável e eficiente.
Em plataformas digitais, isso inclui aspectos como:
- Navegação intuitiva e rótulos claros.
- Arquitetura de informação bem organizada.
- Fluxos de tarefas simples e objetivos.
- Desempenho rápido e estável.
- Design visual coerente e consistente.
O que é acessibilidade digital?
Acessibilidade digitalé a capacidade de qualquer pessoa, incluindo pessoas com deficiência ou limitações temporárias, de usar um site, aplicativo ou serviço digital de forma plena e autônoma.
Isso contempla, por exemplo:
- Compatibilidade com leitores de tela e tecnologias assistivas.
- Conteúdos de áudio e vídeo com legendas e, quando possível, tradução em Libras ou língua de sinais local.
- Textos com contraste adequado e tamanho legível.
- Elementos navegáveis por teclado, para quem não usa mouse ou tela sensível ao toque.
- Formulários acessíveis, com rótulos claros e mensagens de erro compreensíveis.
Embora distintos,UX e acessibilidade se complementam. Uma experiência realmente boa é, por natureza, mais inclusiva; e um produto acessível tende a ser mais fácil e agradável para todos.
Brasil: amadurecimento em UX e avanços consistentes em acessibilidade
O Brasil vem passando por um processo de amadurecimento importante em UX e acessibilidade, impulsionado por regulação, pela digitalização de serviços públicos e pelo crescimento de grandes empresas de tecnologia e fintechs.
Base legal e diretrizes no Brasil
Alguns marcos contribuem diretamente para esse movimento:
- Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que reforça o direito de acessibilidade em ambientes físicos e digitais.
- Normas técnicas e diretrizes de acessibilidadeque incentivam a adoção de padrões internacionais, como asWeb Content Accessibility Guidelines (WCAG).
- Iniciativas de governo digital que priorizam portais mais acessíveis e responsivos, facilitando o acesso a serviços públicos por diferentes perfis de cidadãos.
Esses elementos criam um ambiente em que empresas e órgãos públicos são estimulados aconsiderar acessibilidade desde o planejamento dos produtos, e não apenas como correção posterior.
Mercado brasileiro: UX como diferencial competitivo
No setor privado, empresas de varejo eletrônico, bancos digitais e plataformas de serviços recorrentes vêm consolidando times deUX Research,UX DesigneProduct Designpara entender profundamente as jornadas dos usuários brasileiros.
Entre os ganhos mais frequentes ao investir em UX no Brasil, destacam-se:
- Aumento de conversãoem e-commerces e aplicativos de serviços.
- Redução de chamadas no suporte, graças a fluxos mais claros e autoexplicativos.
- Melhora da reputação da marca, associada a simplicidade, cuidado e empatia.
- Maior engajamentoem produtos digitais, com usuários retornando com maior frequência.
Acessibilidade como parte da cultura de produto no Brasil
Em paralelo, cresce a conscientização de queacessibilidade não é apenas obrigação legal, mas uma grande oportunidade de ampliar mercado e gerar impacto social positivo.
Alguns movimentos recorrentes em organizações brasileiras incluem:
- Criação deguidelines internas de design inclusivo.
- Treinamentos para desenvolvedores sobre práticas acessíveis de front-end.
- Testes de usabilidade que envolvem pessoas com deficiência como participantes.
- Parcerias com instituições e especialistas em acessibilidade para avaliação de produtos digitais.
Quando UX e acessibilidade caminham juntos, plataformas brasileiras conseguemdiminuir barreiras de acesso a serviços financeiros, educação online, saúde e governo eletrônico, especialmente para pessoas em regiões mais afastadas ou com menos recursos.
Argentina: foco crescente em inclusão e qualidade da experiência
Na Argentina, a discussão sobre acessibilidade e experiência do usuário também vem ganhando força, tanto na esfera pública quanto no setor privado. O país possui iniciativas voltadas à inclusão digital e ao alinhamento com padrões internacionais de acessibilidade, o que impacta diretamente a forma como plataformas digitais — incluindo entretenimento online regulado — são pensadas e avaliadas.
Base legal e diretrizes na Argentina
A Argentina conta com legislação que incentiva e estrutura a acessibilidade em ambientes digitais, incluindo leis que tratam da acessibilidade de sites de organismos públicos. Essas normas dialogam diretamente com princípios internacionais, como as diretrizes WCAG.
Esse arcabouço legal busca garantir que cidadãos argentinos tenham um acesso mais equitativo a informações e serviços oferecidos por órgãos governamentais, criando uma cultura de transparência e inclusão que também se reflete no setor privado. No mercado de entretenimento online, isso contribui para um cenário em que plataformas autorizadas passam a ser analisadas não apenas pela oferta de jogos, mas também pela clareza das regras, segurança e experiência do usuário, critérios frequentemente destacados em comparativos independentes como os que identificam os casinos online legais mais bem avaliados na Argentina.
UX em plataformas argentinas: foco em clareza e eficiência
À medida que serviços digitais argentinos se expandem, principalmente nas áreas defintech, educação e varejo, cresce a atenção à clareza das interfaces e à eficiência das jornadas.
Alguns pontos de foco comuns em equipes argentinas de UX incluem:
- Simplificação de formulários e processos de cadastro.
- Redução de ruídos visuais para destacar o que mais importa ao usuário.
- Uso de linguagem clara, em tom próximo e acessível.
- Testes com usuários para refinar fluxos críticos, como pagamento e autenticação.
Ao priorizar a compreensão e a fluidez da navegação, plataformas argentinas conseguemencurtar a curva de aprendizadodos usuários e estimular uma adoção mais rápida de novos serviços.
Acessibilidade em expansão na Argentina
Assim como no Brasil, a pauta da acessibilidade digital está em expansão na Argentina. Governos locais, instituições de ensino e empresas de tecnologia vêm promovendo:
- Eventos e formações sobre design inclusivo e acessibilidade web.
- Produção de materiais educativos para equipes de desenvolvimento.
- Atualizações em portais e plataformas para incorporar recursos como contraste adequado, textos alternativos e navegação por teclado.
O resultado é umambiente cada vez mais favorável à inovação inclusiva, em que soluções pensadas para minorias acabam beneficiando toda a base de usuários.
Brasil e Argentina: convergências e complementaridades
Embora tenham trajetórias diferentes, Brasil e Argentina compartilham desafios e oportunidades semelhantes em UX e acessibilidade. Juntos, eles criam um ecossistema regional com grande potencial para liderar a inclusão digital na América Latina.
Pontos em comum
- Digitalização aceleradade serviços financeiros, governamentais e educacionais.
- Legislação que estimula acessibilidadee o respeito a direitos das pessoas com deficiência.
- Adoção crescente de padrões globais, como as diretrizes WCAG para acessibilidade na web.
- Comunidades ativas de design e tecnologia, que compartilham boas práticas e estudos de caso.
Benefícios regionais ao impulsionar UX e acessibilidade
Quando Brasil e Argentina fortalecem UX e acessibilidade em suas plataformas, os benefícios extrapolam fronteiras nacionais e geram impactos positivos em toda a região:
- Inclusão de milhões de novos usuários, antes excluídos por barreiras de acesso físico, financeiro ou digital.
- Ganhos econômicoscom o aumento de transações, assinaturas e engajamento em serviços digitais.
- Integração regional, com produtos mais aptos a operar em diferentes mercados sul-americanos.
- Valorização de marcasque se posicionam como aliadas da inclusão e do acesso democrático à informação.
Tabela comparativa: Brasil x Argentina em UX e acessibilidade
| Aspecto | Brasil | Argentina |
|---|---|---|
| Base legal de acessibilidade digital | Leis e normas que reforçam direitos das pessoas com deficiência e incentivam acessibilidade em serviços digitais. | Legislação específica para acessibilidade em sites de organismos públicos e incentivo à adoção de padrões internacionais. |
| Foco em UX no mercado | Times de UX consolidados em fintechs, varejo e grandes plataformas, com forte cultura de pesquisa. | Crescimento de equipes de UX em serviços financeiros, educação e varejo, com ênfase em clareza e eficiência. |
| Adoção de padrões globais | Adoção crescente de WCAG e de guias internos de design inclusivo. | Alinhamento progressivo a WCAG e boas práticas de acessibilidade na web. |
| Oportunidades | Escalar acessibilidade em grandes bases de usuários e integrar inclusão em toda a jornada de produto. | Acelerar a atualização de plataformas existentes e fortalecer cultura de acessibilidade em equipes multidisciplinares. |
Como empresas podem se inspirar em Brasil e Argentina para evoluir em UX e acessibilidade
Independentemente do porte ou do país em que atuam, organizações podem aprender com as iniciativas em Brasil e Argentina para construir produtos digitais mais eficientes e inclusivos.
1. Tratar UX e acessibilidade como estratégia, não como detalhe
Uma das principais lições é clara:UX e acessibilidade precisam ser pautas estratégicas, conectadas a metas de negócio, e não apenas tarefas pontuais da área de tecnologia.
Isso significa:
- Incluir critérios de experiência e acessibilidade na definição de sucesso de produtos.
- Considerar esses pontos desde a concepção de novas funcionalidades.
- Estabelecer indicadores relacionados a satisfação, conversão, retenção e uso por diferentes públicos.
2. Envolver pessoas com diferentes perfis nos testes
Tanto no Brasil quanto na Argentina, cresce o entendimento de queinclusão começa no processo de pesquisa. Ouvir apenas um tipo de usuário é limitar a visão do produto.
Boas práticas incluem:
- Convidar pessoas com diferentes níveis de escolaridade e familiaridade tecnológica para testes.
- Incluir pessoas com deficiência visual, auditiva, motora ou cognitiva em pesquisas de usabilidade.
- Observar usos reais em diferentes dispositivos e contextos de conexão.
3. Adotar padrões de acessibilidade desde o código
A experiência de Brasil e Argentina mostra que é muito mais eficienteconstruir acessível desde o iníciodo que tentar corrigir tudo após o lançamento.
Alguns passos práticos para times de desenvolvimento:
- Utilizar semântica HTML adequada e textos alternativos em imagens relevantes.
- Garantir contraste suficiente entre texto e fundo.
- Assegurar navegação por teclado em todos os elementos interativos.
- Testar com leitores de tela e outras tecnologias assistivas.
4. Investir em formação contínua das equipes
O avanço consistente em UX e acessibilidade, observado nas plataformas de Brasil e Argentina, está diretamente ligado àcapacitação contínuade profissionais de produto, design, conteúdo e tecnologia.
Organizações podem:
- Oferecer treinamentos regulares sobre UX, pesquisa com usuários e acessibilidade.
- Estimular participação em comunidades e eventos da área.
- Criar materiais internos de boas práticas, guias e checklists.
5. Medir resultados e comunicar conquistas
Outro ponto importante é mostrar, com dados, o impacto positivo de investir em UX e acessibilidade. Empresas e instituições que fazem isso com consistência tendem aganhar apoio interno e externopara novas iniciativas.
Métricas possíveis incluem:
- Queda em taxas de abandono de formulários e carrinhos.
- Aumento de uso por públicos antes subrepresentados.
- Redução de chamadas de suporte relacionadas a dificuldades de navegação.
- Melhorias em índices de satisfação e recomendação.
Impactos positivos para pessoas, negócios e sociedade
Quando Brasil e Argentina colocam experiência do usuário e acessibilidade no centro das suas plataformas, uma cadeia de efeitos positivos se estabelece.
Benefícios para os usuários
- Mais autonomiapara realizar tarefas do dia a dia, como pagar contas, estudar ou acessar serviços de saúde.
- Menos frustraçãocom sistemas complexos ou excludentes.
- Maior senso de pertencimento, ao perceber que suas necessidades foram consideradas.
Benefícios para os negócios
- Expansão de mercado, alcançando públicos antes ignorados ou subatendidos.
- Diferenciação competitivaem relação a concorrentes que ainda não priorizam UX e acessibilidade.
- Redução de riscos legais e reputacionais, ao estar alinhado a legislações e boas práticas.
- Inovação contínua, impulsionada pela escuta ativa dos usuários.
Benefícios para a sociedade
- Mais inclusão digitale oportunidades para pessoas com deficiência ou em situação de vulnerabilidade.
- Participação cidadã ampliada, com acesso facilitado a serviços públicos e informações.
- Ganhos econômicos coletivos, decorrentes de um ecossistema digital mais maduro e eficiente.
Conclusão: uma visão de futuro compartilhada
Brasil e Argentina mostram, na prática, que é possível unirinovação tecnológica, foco em resultados e compromisso com a inclusão. Ao fortalecer experiência do usuário e acessibilidade em suas plataformas, esses países constroem não apenas produtos melhores, mas também uma sociedade mais justa e conectada.
Para empresas, governos e instituições da região, a mensagem é clara: investir em UX e acessibilidade não é apenas uma escolha ética, é umadecisão inteligente de negócio. Quem começa agora sai na frente, cria laços mais fortes com seus públicos e participa ativamente de uma transformação digital verdadeiramente democrática.
O próximo passo está em traduzir esses princípios em ações concretas no dia a dia das equipes: ouvir usuários, testar, melhorar, incluir e, sobretudo,planejar produtos digitais para todas as pessoasdesde o primeiro rascunho. Assim, a experiência do usuário e a acessibilidade deixam de ser metas distantes e se transformam em prática viva em cada clique, toque e interação.